5º Congresso Mundial de Lazer – 1998

Relembre os melhores momentos da edição que aconteceu há 20 anos, no Brasil, no Sesc Vila Mariana.

5º Congresso Mundial do Lazer discutiu a questão da globalização e do lazer em momento de crise econômica mundial.

Edição de 1998 aconteceu no Sesc Vila Mariana, com a participação de Milton Santos, Domenico De Masi e Mike Featherstone, entre outros teóricos.

O principal desafio dos estudiosos e conferencistas que participaram do 5º Congresso Mundial de Lazer, realizado no Sesc Vila Mariana, em 1998, foi responder a questão: Lazer em uma sociedade globalizada: inclusão ou exclusão?

O evento foi organizado pelo Sesc, pela Associação Mundial de Lazer e Recreação (WLRA) – hoje World Leisure Organization (WLO) - e pela Associação Latino-americana de Lazer e Recreação (ALATIR), com a chancela da Unesco, e possibilitou a troca de experiências entre pessoas e instituições de diferentes países.

O Congresso contou com a presença do sociólogo alemão Robert Kurz, do argentino Jorge Werthein, representante da UNESCO no Brasil, do professor da ECA-USP Teixeira Coelho, da americana Saskia Sassen, professora de Sociologia da Universidade de Chicago, da urbanista Raquel Rolnik, do inglês Mike Featherstone, professor da Universidade de Nottingham Trent, do geógrafo Milton Santos e do italiano Domenico De Masi, professor da Universidade Roma La Sapienza.

As conferências, painéis de debates, oficinas e apresentação de trabalhos abordaram a importância do lazer de qualidade em um momento de crise econômica mundial.

Os trabalhos expostos tratavam sobre o fenômeno da globalização e discutiam os efeitos que esse processo acarretaria em países pobres ou em desenvolvimento. As discussões permearam o cenário da disparidade cultural e da crise econômica.

O diretor regional do Sesc e presidente do 5º Congresso Mundial de Lazer, Danilo Santos de Miranda, enfatizou que o evento aconteceu num momento de crises econômicas e sociais cuja gravidade não poderia ser ignorada. "Encontramo-nos, provavelmente, no fim de um período em que o progresso tecnológico propiciou, simultaneamente, a criação de postos de trabalho urbanos, a diversificação profissional, a expansão do tempo livre e o enriquecimento das práticas de lazer." Lembrou também que os problemas que se anunciavam, na era da globalização, traziam questões inquietantes, como o perigo de exclusão de segmentos sociais cujas aspirações de vida puderam crescer durante as cinco décadas anteriores e que se viam ameaçadas.

As oficinas culturais, esportivas, e de sociabilização, associadas às palestras, mostraram que a prática do lazer é essencial para garantir a qualidade de vida, além de corroborarem a opinião dos teóricos sobre a importância de resgatar a cultura local paralelamente ao movimento globalizante.

Cerca de mil pessoas participaram do evento.